Ethereum sob pressão: whale move US$ 1,35 bi para Binance
Movimentação bilionária de um grande investidor acende alerta sobre excesso de oferta na maior exchange do mundo — e analistas já monitoram os efeitos no preço do ETH.
577.896
ETH transferidos em 4 dias
US$ 1,35 bi
Valor total da movimentação
24,6%
Do ETH em exchanges detido pela Binance
Um investidor de grande porte identificado como Garrett Jin moveu quase 578 mil tokens de Ether para a Binance ao longo de quatro dias consecutivos, totalizando aproximadamente US$ 1,35 bilhão. A operação foi rastreada pela plataforma de análise on-chain Lookonchain e gerou atenção imediata no mercado.
Por que isso importa?
Depósitos volumosos em exchanges costumam preceder vendas — e é isso que preocupa os participantes do mercado. Quando uma carteira de grande valor move ativos para uma plataforma de negociação centralizada, o sinal mais natural é de intenção de liquidação, ainda que isso nem sempre se confirme.
A posição foi originalmente adquirida em troca de Bitcoin há cerca de oito meses, quando o ETH era negociado perto de US$ 4.591 por unidade. Com o valor atual, o investidor acumula uma perda contábil da ordem de US$ 1,3 bilhão.
Reservas da Binance em alta
A movimentação de Jin não ocorre de forma isolada. Na mesma semana, as gestoras BlackRock e Fidelity transferiram juntas mais de 35 mil ETH para a Coinbase Prime. Além disso, um analista mapeou uma série de picos horários de entrada de Ether na Binance ao longo de maio.
O resultado acumulado é visível nos dados da CryptoQuant: as reservas totais de ETH em exchanges centralizadas saltaram de 14,36 milhões para aproximadamente 14,95 milhões de unidades entre o início e meados de maio.
Binance
3,62 mi ETH
Outras exchanges
11,33 mi ETH
Reservas totais estimadas em exchanges centralizadas — mai/2025. Fonte: CryptoQuant
Ainda sem confirmação de venda
Transferências para exchanges não equivalem automaticamente a ordens de venda. Investidores institucionais e grandes carteiras frequentemente movem recursos para fins de colateral ou gestão de liquidez interna, sem necessariamente pressionar o mercado com liquidações.
Ainda assim, a combinação de entradas expressivas, o alto volume concentrado em uma única plataforma e o contexto de saídas institucionais simultâneas configura um cenário que merece acompanhamento. A tendência de alta nas reservas sugere desequilíbrio de oferta — e o mercado tende a precificar esse risco com cautela.






