
Irmãos se declaram culpados por roubo de US$ 8 milhões em criptomoedas nos Estados Unidos
Dois irmãos, Isiah Angelo Garcia, de 25 anos, e Raymond Christian Garcia, de 24 anos, assumiram sua culpa oficialmente na quinta-feira, dia 18, por um crime de roubo que envolveu o montante de US$ 8 milhões — o equivalente a cerca de R$ 41,2 milhões — em ativos digitais. O fato ocorreu em 19 de setembro de 2025, no estado do Minnesota, nos Estados Unidos.
Segundo as investigações, a dupla abordou a vítima na porta de sua residência, enquanto ela realizava uma tarefa doméstica. Os criminosos chegaram armados com um fuzil modelo AR-15, amarraram o investidor, sua esposa e um filho adulto e os mantiveram sob ameaça por mais de 8 horas. Durante esse período, obrigaram a vítima a acessar suas contas e realizar transferências de criptomoedas.
Além da residência principal, os suspeitos levaram a vítima até uma cabana da família, também na região norte do Minnesota, para buscar dispositivos extras de armazenamento de ativos digitais e concluir a transferência de todos os valores disponíveis. O desfecho do confronto aconteceu quando o filho da vítima conseguiu aproveitar um momento de desatenção e acionar a polícia.

Embora não tenham sido capturados no momento da ocorrência, as autoridades encontraram pistas importantes no local: uma mala com a arma utilizada e um recibo de uma rede de hamburguerias que pertencia aos irmãos Garcia. Com essa informação, identificaram o veículo usado no crime — um Chevrolet Malibu de cor branca, alugado poucos dias antes — e, com o auxílio de câmeras de segurança da região, conseguiram localizar e prender os suspeitos pouco tempo depois do ocorrido.
Com a confissão formal, os irmãos também concordaram em devolver integralmente o valor roubado à vítima. As audiências para definição da sentença ainda não têm data marcada, mas a legislação prevê pena de até 20 anos de prisão para cada um.
Em declaração oficial, Christopher D. Dotson, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Minneapolis, reforçou o compromisso das autoridades: “Ninguém deve se sentir inseguro dentro da sua própria casa. A violência e a ganância demonstradas nesse caso serão sempre investigadas com rigor. A parceria entre diferentes órgãos de segurança permitiu que esses responsáveis respondam por seus atos perante a justiça federal. Esperamos que esse desfecho traga alguma tranquilidade para as vítimas e suas famílias”.
O caso também chama atenção para a segurança de investidores do mercado de criptoativos. Nos últimos anos, tanto a França quanto os Estados Unidos registraram número semelhante de ocorrências envolvendo sequestros e ações criminosas direcionadas a pessoas que possuem grandes quantidades de ativos digitais.
Conclusão
Esse caso reforça um alerta importante para todos os investidores do mercado de criptoativos: além da segurança digital, é fundamental também adotar cuidados com a proteção pessoal e residencial. A facilidade de transferência e a natureza dos ativos digitais fazem com que eles se tornem alvo de ações criminosas, o que torna indispensável combinar boas práticas de armazenamento com medidas de segurança física.
A rápida resolução da investigação e a confissão dos envolvidos mostram que, mesmo com as características específicas desse tipo de crime, as autoridades contam com técnicas e parcerias eficazes para rastrear valores e responsabilizar os culpados. Para quem investe nesse setor, estar informado e preparado ajuda a reduzir riscos e manter o patrimônio e a família mais protegidos.




